sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

SOBRE TOMATES TAMANCOS E TESOURAS

SINOPSESobre Tomates, Tamancos e Tesouras conta a história de Mafalda Mafalda (sim, o nome é duplo mesmo!), uma artista de cabaré banida pelo seu público após uma apresentação mal sucedida com uma tal “platéia do lado de lá”.

O espectador do espetáculo, considerado “o público do lado de cá”, por meio de flashbacks reais e também pelo depoimento de nossa protagonista tem acesso a uma realidade deturpada dos fatos, porém, o espectador logo acaba por saber que algo mais se grave se passou na fatídica apresentação. Algo que envolve o uso de uma tesoura, de tomates e de um pesadíssimo tamanco do Dr. Scholl, acabando por constituir um assombroso caso de polícia.

Sabemos que Mafalda perdeu a simpatia de seu público anterior. E obviamente não vai querer que o mesmo ocorra com sua nova platéia. Portanto ela vai se servir de todos os artifícios para convencer o público e também um taciturno inspetor de polícia de que ela é inocente e só estava realizando o seu trabalho.

Em Sobre Tomates Tamancos e Tesouras somos conduzidos a um divertido jogo de enigmas que vai aos poucos contando quem é Mafalda Mafalda e o que de fato aconteceu com ela. O público jovem e adulto, a quem é destinado esse espetáculo, é convidado ao riso, nesta comédia de suspense e mistério, recheada de humor negro.

Sobre “Tomates tamancos e tesouras...” oferece um olhar feminino sobre um universo que costuma ser atribuído aos homens: o sombrio universo do crime, das armas, do cigarro, da bebida e dos inspetores de polícia.



DRAMATURGIA

A composição da dramaturgia de um espetáculo de palhaço se dá a partir de um mote, que pode ser uma pequena cena, um objeto, um pequeno discurso, enfim, um elemento que permita o desenvolvimento da ação. A partir daí inicia-se o trabalho de improvisação para a construção de um roteiro e depois o fechamento do texto. Nesse sentido dizemos que o texto do palhaço é antes de qualquer coisa um “pretexto” para ele estar em cena, servindo às suas inquietações mais imediatas.

O presente espetáculo inicia a construção da sua dramaturgia a partir de um mote da entrada de Mafalda em cena, na qual a palhaça, vaiada, leva tomatadas da platéia por um espetáculo que fracassou. Nossa heroína encontra em seguida uma “nova platéia” para a qual decide contar o que lhe aconteceu a minutos atrás. Este é o fio condutor para o desvendar de um ‘mistério cômico’.


ENCENAÇÃO

A encenação de “Sobre Tomates, Tamancos e Tesouras..” sugere um clima de mistério e suspense remetendo o expectador à plasticidade dos filmes Noir, ao mesmo tempo em que abre a cena para o improviso com a platéia.

Utilizando os desenhos de luz para as mudanças de planos e estabelecimentos dos climas, a encenação tanto distancia o espectador, para que ele veja os fatos do passado, quanto o aproxima para que ele participe ativamente das peripécias que Mafalda faz para entretê-los e, desta vez, obter êxito em seu espetáculo. Obter êxito, no caso, significa convencer o público de que ela é inocente e ganhar sua simpatia.

O público de “Sobre tomates, Tamancos e Tesouras...” atua como interlocutor dos depoimentos pessoais de nossa protagonista, como se fosse um júri popular que analisa para posteriormente dar seu próprio veredicto.
A encenação possui dramaticidade tragicômica e faz referência aos filmes clássicos dos anos quarenta e cinqüenta, tendo como fonte de inspiração diretores como Billy Wilder, Orson Welles, Fritz Lang e Alfred Hitchcock.


RHENA DE FARIA
Iniciou sua formação no grupo TAPA, no Circo Escola Picadeiro e com a Família Medeiros (Circo) em diversos locais, em São Paulo. Participou de oficinas ministradas pelo Odin Teatret e seu diretor Eugênio Barba em Holstebro - Dinamarca e pelos palhaços Leo Bassi, Ricardo Puccetti, Chacovachi e Léris Colombaioni, no Brasil. Coordenou por dez anos aulas de sapateado para atores, e grupos, como: Bonecos Urbanos, Circo Navegador, Triptal, TAPA, entre outros. Possui diversos números solos e duos com Silvia Leblon (a palhaça Spirulina) e Marcio Ballas, que apresenta em cabarés e eventos de São Paulo. Ao lado de Marcio Ballas criou o espetáculo de palhaços “O Eterno Retorno”, que teve sua pré-estréia em Medellín/ Colômbia em 2007. Ainda em 2007 dirigiu o solo “In Memorian” do palhaço Cizar Parker (César Gouvêa). É palhaça-atleta do “Jogando no Quintal – Jogo de Improvisação de Palhaços” e atualmente prepara-se para estrear uma nova produção do Grupo Jogando no Quintal intitulada “Caleidoscópio”, com direção de Marcio Ballas.




Roteiro e Concepção
Andréa Macera e Rhena de Faria


Atuação Andréa Macera


Direção Rhena de Faria
Iluminação Melissa Guimarães

Figurino Daniel Infantini
Cenário Abel Saavedra


Operação de Trilha Sonora e Iluminação Eduardo Brasil

Contra-regra Alessandro Aguipe
Produção TEATRO DA MAFALDA


Duração
1 hora Faixa Etária a partir de 14 anos

2 comentários:

  1. Muito bom o espetáculo......... Parabéns pela criatividade...

    Foi bem legal ver e ler essas informações aqui no blog, ajuda a elucidar algumas questões minhas como palhaço...

    Brigado!! Bjus

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  2. Parabéns vc é demaisssss bjus da Paula

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